domingo, 3 de novembro de 2013

Tutoria em EaD: planejamento e ações didáticas

UFC - Universidade Federal do Ceará 
Instituto UFC Virtual 
Pró-Reitoria de Pós-Graduação 
Coordenadoria de Pesquisa, Informação e Comunicação de Dados 
Divisão de Planejamento e Ensino 
Curso: CFCT - Curso de Formação Continuada de Tutores Turma 2013.2 
Turma: T-31 - Química 
Aula 01: Ponto de Partida - primeira experiência em tutoria 
Professor Formador: Fernando Antonio de Castelo Branco e Ramos 
Cursista: Allen Lopes de Barros


Bom dia, caros colegas!



Neste post gostaria de refletir com vocês sobre o planejamento e ações didáticas do tutor em EaD.

O professor é um profissional. Um profissional da Educação. Por ter um papel tão importante, espera-se de um bom professor um bom planejamento de suas atividades.
Para atuar como tutor de uma disciplina, o professor deve planejar e realizar algumas ações didáticas, desde antes do início das aulas, até após o fechamento das atividades da turma.
Neste sentido, pelo que tenho aprendido em minha experiência de tutoria, no curso de formação e no diálogo com colegas de tutoria, creio que podem ser citados alguns pontos importantes a serem considerados.

Antes da disciplina

Estudar: o tutor nem sempre atua em disciplinas que são sua especialidade. Claro que sua formação possuirá afinidade com a disciplina que ministrará. No entanto, é muito aconselhável – e pode ser indispensável – que o tutor faça uma revisão do conteúdo que será estudado. Assim, no início do período letivo já estará com maior domínio do conteúdo.
Conhecer o AVA: antes de iniciar as atividades, caso o tutor esteja em sua primeira experiência com o ambiente virtual de aprendizagem que utilizará, é aconselhável que acesse o AVA e conheça melhor seus recursos. Assim, evitará surpresas quando as aulas tiverem início.

Durante a disciplina

Assiduidade: o tutor deve procurar acessar frequentemente o AVA, para acompanhar as demandas das turmas, respondendo sem demora às solicitações dos alunos. Também pode manter contato com os alunos, motivando-os.
Uso de ferramentas: o tutor deve explorar os recursos de interação dos quais dispõe no AVA adotado. Salas de chat, fóruns, vídeo-conferências são exemplos de recursos amplamente disponibilizados.
Encontros presenciais: nós, tutores, temos nos encontros presenciais momentos muito importantes em nossa atuação. Os encontros devem ser aproveitados ao máximo, e para isso podemos lançar mão de diversos recursos. Podemos usar materiais em áudio, vídeo, animações; realizar discussões, motivando os alunos a participarem com suas posições sobre os temas das aulas. Devemos procurar dinamizar os encontros presenciais, tornando-os produtivos.
Feedback: é importante que o tutor corrija as atividades dos alunos não apenas para fornecer as notas. É aconselhável que as correções incluam comentários sobre as mesmas, permitindo aos alunos ter consciência de seu progresso. É muito importante que busquemos considerar cada aluno individualmente em suas aptidões e dificuldades, para contextualizarmos as orientações.

Após a disciplina

Encerrada a disciplina, pessoalmente acho que nós tutores devemos nos manter à disposição dos alunos, caso os mesmos precisem de alguma orientação durante seus estudos no curso. Em um curso presencial os alunos cruzam nos corredores com vários  professores dos quais não são ou nem foram alunos. No Ensino semipresencial, uma forma de darmos mais apoio ao aluno é permanecermos acessíveis apesar da distância. Vejo isso como algo muito positivo.

E você, o que acha?

Em sua opinião, de que ação didática ou de planejamento o tutor não pode descuidar?

Deixe seu comentário. Será muito bem vindo!

Abraços, e até breve!

Minha 1ª experiência como Tutor - Outras impressões (parte 2)



UFC - Universidade Federal do Ceará 
Instituto UFC Virtual 
Pró-Reitoria de Pós-Graduação 
Coordenadoria de Pesquisa, Informação e Comunicação de Dados 
Divisão de Planejamento e Ensino 
Curso: CFCT - Curso de Formação Continuada de Tutores Turma 2013.2 
Turma: T-31 - Química 
Aula 01: Ponto de Partida - primeira experiência em tutoria 
Professor Formador: Fernando Antonio de Castelo Branco e Ramos 
Cursista: Allen Lopes de Barros


Boa noite a tod@s!

Concluindo esta pequena série de postagens sobre minha primeira experiência na tutoria em EaD, apresento a vocês minhas impressões sobre o amadurecimento profissional e em como passei a acreditar mais na modalidade de Ensino semipresencial.

Amadurecimento profissional

Tornar-se responsável direto pelas turmas dá ao tutor um importante crescimento profissional. A interação com os colegas tutores presenciais, com coordenadores de Polo, com outros colegas tutores que atuam no mesmo polo... todas as atividades para além do encontro presencial (correções, "feedback" das atividades aos alunos, acompanhamento do desempenho, controle de notas e frequências... para um tutor experiente podem ser coisas triviais, mas para mim foram atividades que exigiram especial atenção no primeiro semestre, especialmente porque lidamos com diversas ferramentas, atividades presencias e virtuais.

Acreditar na EaD

Ao longo de meu primeiro semestre atuando na EaD percebi que fui acreditando mais e mais nesta modalidade de Ensino. Como disse no post anterior, precisei superar vários paradigmas e compreendi que muitas das dificuldades que surgem na tutoria semipresencial são as mesmas que temos no Ensino presencial.Entendi na prática que o aluno de EaD não é necessariamente melhor nem pior do que o aluno da modalidade presencial. Nas duas modalidades, todos são alunos. Todos são o centro do processo de Ensino e Aprendizagem. Todos podem sentir-se motivados ou não pelos conteúdos, pelas atividades. O aluno de EaD definitivamente não é o aluno "vida mansa, que faz o que quer, na hora que quer"... Muito pelo contrário, vi alunos em minhas turmas semipresenciais que eram capazes de superar distâncias e obstáculos nada fáceis. Em minha primeira experiência em tutoria na EaD entendi que o professor, seja no Ensino presencial ou semipresencial, deve ser comprometido e dar seu melhor, buscar motivar os alunos, valorizando-os individualmente. Todos os alunos responderão positivamente a esse esforço? Sabemos que provavelmente não. Mas isso em qualquer das modalidades, e não apenas em EaD..

Ao fim do semestre, fiquei muito feliz em ver que as turmas tiveram bom proveito nas disciplinas, e realmente aquele sentimento de orgulho pelos alunos, de realização pessoal e profissional, se fez presente. Ao final do primeiro semestre, só o que eu sabia é que eu gostaria muito de prosseguir na tutoria em novas oportunidades.

Por hora é só!

Abraços, e até a próxima! :-)

sábado, 2 de novembro de 2013

Minha 1ª experiência como Tutor - Outras impressões (parte 1)

UFC - Universidade Federal do Ceará 
Instituto UFC Virtual 
Pró-Reitoria de Pós-Graduação 
Coordenadoria de Pesquisa, Informação e Comunicação de Dados 
Divisão de Planejamento e Ensino 
Curso: CFCT - Curso de Formação Continuada de Tutores Turma 2013.2 
Turma: T-31 - Química 
Aula 01: Ponto de Partida - primeira experiência em tutoria 
Professor Formador: Fernando Antonio de Castelo Branco e Ramos 
Cursista: Allen Lopes de Barros



Olá a tod@s! Tudo bem com vocês?

Complementando o que iniciei no post passado, gostaria de partilhar brevemente com vocês, colegas que fazem a EaD, algumas outras impressões pessoais que tive em minha primeira experiência de tutoria, ou seja, meu primeiro semestre como tutor.


Realização
Dedicando-me à pós-graduação, eu buscava a oportunidade de exercer a docência, e o convite para atuar na tutoria em EaD foi aceito por mim com muita satisfação, pois eu poderia voltar a colocar em prática meu interesse pelo Ensino.

Responsabilidade
Em meu primeiro semestre como tutor, atuei em duas disciplinas de química. Em meio a toda a novidade que era para mim esta nova atividade, uma adrenalina a mais vinha da responsabilidade que eu via em minha atuação. Sempre entendi - mesmo quando aluno - que o comprometimento, o empenho do professor em fazer o melhor tem efeitos diretos sobre o progresso das turmas. Este senso de responsabilidade em si não era novo para mim, pois em outras experiências com turmas presenciais sempre vi a importância do papel do professor. No entanto, na EaD o processo, os recursos eram diferentes, então eu me sentia ansioso por agir da melhor maneira com as novas ferramentas. 

Crescimento pessoal
A atividade docente sempre me fascinou, entre outras razões, pela possibilidade de conhecermos diferentes pessoas, de diferentes perfis, que pensam diferente umas das outras. Em minhas primeiras turmas, cujos polos se encontravam em cidades diferentes - e distantes - no interior do Estado, pude conhecer lugares aos quais jamais pensei ir, e conhecer alunos de perfis tão diferentes: de cidades maiores, menores, alunos que moravam vizinho ao polo, outros que viajavam horas, de carona, para chegar ao encontro presencial; alunos interessados pelo curso, outros nem tanto... Enfim, para mim foi um grande crescimento pessoal conhecer locais e pessoas tão diferentes. Uma grande troca de experiências, um grande aprendizado.


Bom, é isso.

Acredito que alguns colegas tenham tido percepções semelhantes em suas primeiras experiências de tutoria. Gostaria de convidá-los a acrescentar por meio de comentário suas experiências!

No próximo posto concluirei as impressões sobre minha primeira atuação na tutoria em EaD, falando um pouco sobre como acho que a mesma me ajudou a amadurecer profissionalmente, e também como passei a acreditar mais na modalidade de Ensino semipresencial.

Abraços, e até logo!


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Minha 1ª experiência como Tutor - Quebra de Paradigmas

UFC - Universidade Federal do Ceará 
Instituto UFC Virtual 
Pró-Reitoria de Pós-Graduação 
Coordenadoria de Pesquisa, Informação e Comunicação de Dados 
Divisão de Planejamento e Ensino 
Curso: CFCT - Curso de Formação Continuada de Tutores Turma 2013.2 
Turma: T-31 - Química 
Aula 01: Ponto de Partida - primeira experiência em tutoria 
Professor Formador: Fernando Antonio de Castelo Branco e Ramos 
Cursista: Allen Lopes de Barros


Antes de partilhar minha primeira experiência na tutoria em EaD, gostaria de comentar dois fatos:

1- Certeza de que eu queria cursar graduação em Química eu já tinha desde o final do Ensino Fundamental. Mas foi durante o Ensino Médio, influenciado por vários excelentes professores que tive em meu curso técnico em Química, que decidi fazer o vestibular para a modalidade de licenciatura, na Federal do Ceará :-)

2- Durante este curso técnico, ali por volta de 1998 ou 1999, um professor certa vez nos disse em sala que, num futuro próximo, "mais importante do que ter as informações memorizadas, seria saber o que fazer com a informação consultada" em tantas fontes a serem disponibilizadas. Profetizou!

Queria citar esses fatos porque eles têm tudo a ver com meu primeiro contato com EaD, que aconteceu quando fui convidado para atuar em disciplinas do curso semipresencial de licenciatura em Química da UFC, há pouco mais de um ano.



Quebra de paradigmas:

O primeiro impacto que enfrentei ao conhecer a modalidade de EaD tem relação com o fato 1 que citei. Eu admirava meus bons professores, mas para mim o Ensino formal era uma atividade quase que necessariamente desenvolvida em sala, com alunos calados, professor vigilante e um quadro (isso mesmo: um quadro! Não um computador, um sistema de som, internet, jogos... um quadro!). Visão mais quadrada, impossível. Isso porque esse foi o tipo de Ensino que experimentei na quase totalidade de minha vida escolar. Durante minha graduação esta visão logicamente foi sendo mudada com os estudos de Didática, etc... mas ao participar do curso de formação inicial de tutores e conhecer melhor o Ensino semipresencial, precisei manter a mente aberta para assimilar esta nova realidade de atividades realizadas sem o professor estar "vigiando". rs

O segundo ponto que citei acima tem a ver com outra grande novidade de nosso tempo: o amplo acesso à informação. Os alunos - inclusive nós mesmos - de uns anos pra cá não são mais reféns daquele professor que fazia suspense sobre conteúdos, para dificultar a vida dos estudantes. Os alunos de hoje, e não somente em EaD, precisam de professores que os orientem no percurso do aprendizado, indicando caminhos que otimizem o desenvolvimento do aprendiz. O conteúdo está disponível em livros e principalmente na internet, e na EaD pude ver que este amplo acesso à informação pode ser usado para dar forma a um sistema inovador de Ensino, que privilegia a autonomia dos alunos.

Estes foram alguns dos conceitos que precisei rever ao conhecer melhor o Ensino semipresencial.

Em um próximo post partilharei com vocês algumas impressões mais pessoais que tive sobre esta nova experiência de ser tutor em EaD.

Abraços!